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Manoel Luiz Oliveira é reeleito como presidente da Confederação Brasileira de Handebol pela oitava v

  • Cláudio Moura
  • 2 de fev. de 2017
  • 4 min de leitura

Manoel Luiz, desde 1989 à frente da CBHb

Em meio a uma série de denúncias de corrupção, apresentadas pelo canal ESPN Brasil, a CBHb passou no dia primeiro de fevereiro, quarta-feira, por mais uma eleição, realizada na sede da entidade em Aracaju/SE.

Concorreram duas chapas: a da situação, comandada pelo atual presidente Manoel Luiz Oliveira; e a de oposição ("Participa Handebol"), comandada por Fabiano Lima Cavalcante.

Como era esperado por quem acompanha mais de perto a modalidade, a chapa situacionista venceu com facilidade por 96 pontos a 36. Pontos (tipo de votação usado nas eleições na Confederação). Somente as Federações de São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo e Paraná votaram na chapa de oposição.

As Confederações brasileiras da maioria dos esportes, olímpicos ou não, são verdadeiros cabides de empregos, de cartolas e de apadrinhados. Via de regra, as verbas advindas do COB e de patrocinadores são mal administradas ou usadas em atividades que pouco tem a ver com o esporte, ou mais grave: quando não, ilícitas.

Tudo isso reflete, também, nos acanhados resultados obtidos pelo Brasil em Jogos Olímpicos, ciclo após ciclo. A maior prova disso é o tal "legado olímpico", que depois da realização da Rio/2016 muito pouco deixou de proveitoso para o esporte nacional.

Mais um vez, um grande evento serviu basicamente para encher os bolsos de políticos e de empresários, além de deixar uma série de dívidas e obras de infraestrutura inacabadas ou mal feitas, o mesmo que ocorreu na Copa de 2014.

O site "Handebol para Todos" torce muito para que todas as denúncias fartamente apresentadas pela ESPN Brasil, em forma de dossiê, sejam apuradas a fundo, e caso irregularidades sejam apuradas, que a diretoria da CBHb seja punida com as penas da lei, além de ser afastada da direção do handebol nacional.

Embora o handebol no Brasil não tenha a mesma visibilidade de outros esportes coletivos, e não atraia ainda grandes patrocinadores, não está imune a problemas administrativos e à corrupção.

O handebol é fundamentalmente dos atletas, dos técnicos, dos professores, dos alunos e de todos que por ele trabalham de verdade.

A seguir, um texto que apresenta algumas das denúncias feitas pelo canal ESPN Brasil...

"A divulgação de investigações no Ministério Público Federal e Polícia Federal, que aponta indícios de fraudes em licitações envolvendo a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), fez com que o mundo do esporte se movimentasse.

SAIBA MAIS

  • Atas com indícios de fraudes também foram assinadas por esposa de presidente da CBHb

  • Handebol: Mundial na mira da PF pagou cheerleaders três anos depois, na Justiça

  • Após reportagem da ESPN, procurador pede abertura de inquérito policial contra a CBHb

  • Sem empregados, firma que geria projetos do handebol organizava festas; veja gastos

  • Confederação de handebol teve diretor eleito e pediu aumento a técnico por título de outro

  • Auditorias do handebol tem mais de R$ 800 mil sem recibos; cartolas levaram benesses

  • Atas e datas de assinaturas indicam fraudes em licitações de R$ 6 milhões no handebol

Segundo Cláudio Dias, presidente da Federação Mineira de Handebol (FMH), algumas federações, atletas, ex-atletas, dirigentes e árbitros já estavam se mobilizando para formar uma chapa de oposição para a próxima eleição da entidade, por acharem necessária uma renovação na atual gestão que está há 27 anos na direção da CBHb. O movimento aumentou ainda mais após as denúncias publicadas pelo ESPN.com.br.

"Já havia um movimento no sentido de se formar uma chapa para disputar a próxima eleição da CBHb, anterior mesmo ao Presidente Manoel se lançar, novamente, como candidato, substituindo outro nome indicado por ele, e, é óbvio, que após a divulgação das investigações por parte daESPN, todo o handebol nacional se movimentou, o que reforçou essa intenção de apresentar uma chapa como alternativa na próxima eleição", disse Cláudio Dias.

"Algumas federações estão conversando a respeito da sucessão da CBHb, e, participam do processo desde o início, outras que foram aderindo a proposta, e, algumas ainda estão indecisas, mas estão receptivas a ouvirem novas propostas, e, até mesmo, participarem da formulação de um documento conjunto.

Para melhor estruturar este movimento de oposição, estamos agendando uma reunião mais ampla, com todos os presidentes de Federações que desejem participar, além de atletas, ex-atletas, dirigentes e árbitros, para formularmos propostas e montarmos uma chapa, mas repito, esse movimento é anterior as denúncias divulgadas pela ESPN, e, se fortaleceu devido às mesmas", continuou o dirigente.

"Antes de tudo, gostaria de deixar claro que não tenho nada de pessoal contra o Ppresidente Manoel Luiz, e, acredito que ele tenha justificativas para as denúncias apresentadas. Aproveito para informar, que na época do Mundial Feminino, eu não era presidente da FMH, e, portanto, não participei de nenhuma decisão referente ao mesmo, não podendo opinar sobre as decisões tomadas", acrescentou o dirigente mineiro.

As próximas eleições da Confederação Brasileira estão marcadas para fevereiro de 2017. A CBHb precisa anunciar a data no máximo 60 e no mínimo 30 antes.

As chapas concorrentes deverão se inscrever até 15 dias antes da eleição. O processo eleitoral ocorre provavelmente, em Aracaju, Sergipe, sede da entidade.

A CBHb foi alvo de investigações por conta do Campeonato Mundial Feminino realizado em São Paulo em 2011, quando o presidente Manoel Luiz Oliveira assinou à distância 14 atas que decretaram 14 propostas vencedoras em licitações que utilizaram R$ 6 milhões em recursos públicos. A CGU diz - e a CBHb confirma - que o cartola estava na capital paulista na data mencionada. No entanto, os encontros foram em Aracaju.

Além do que, estas 14 reuniões definiram a contratações de empresas para prestarem serviços no Campeonato Mundial Feminino foram realizadas em 3 de dezembro, mas o torneio começou no dia anterior, quando estas empresas já estavam prestando serviços.

Sua esposa, Márcia Chagas, então nomeada presidente da comissão que julgaria as ofertas, assinou 12 dos 14 documentos também à distância, segundo relatório da CGU.

De acordo com advogados consultados pela ESPN, há indícios de fraude e falsidade ideológica. O MPF pediu abertura de inquérito policial.

VEJA O QUE JÁ FOI PUBLICADO SOBRE DENÚNCIAS CONTRA O HANDEBOL

Atas e datas de assinaturas indicam fraudes em licitações de R$ 6 milhões

Sem nenhum empregado, firma que geria projetos organizava festas; veja gastos

Auditorias mostram mais de R$ 800 mil sem recibos; cartolas levaram benesses

CBHb teve pleito com diretor eleito e pediu aumento a técnico pelo título de outro

Após reportagens, procurador pede abertura de inquérito policial contra a CBHb

Em torneio na mira da Polícia Federal, Confederação deu calote em cheerleaders

Atas com indícios de fraudes também foram assinadas pela esposa do presidente da CBHb".

Com texto e logo do site da ESPN Brasil, e foto da CBHb.

 
 
 

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